Senhoras e senhores, o futuro chegou — e ele está bronzeado, sarado e patrocinado. Muito provavelmente, neste ano, o Papai Noel economizou no orçamento dos brinquedos para investir em algumas doses das famosas canetas emagrecedoras — daquelas autoaplicáveis, claro. Mas não parou por aí: com o troco, ainda deu para comprar roupas estilosas de grife, daquelas que você só usa para causar inveja nas inimigas, mas evita sair na rua para não ser confundido(a) com um mendigo ou um operário da construção civil.
Sem presentes neste Natal, o lado “positivo” é que o bom velhinho agora passa reto pelas chaminés. O problema é que, com o novo shape praiano, ele só quer saber de cenários tropicais para suas “fotinhas” e selfies instagramáveis.
Mas quem somos nós para julgar, não é mesmo? Talvez o espírito natalino tenha apenas se adaptado aos tempos modernos — trocando renas por seguidores, trenós por filtros e presentes por curtidas. O problema é que, nesse novo Natal, o que se perde não é só o embrulho… é o afeto dentro dele.
“É esse o Natal que queremos celebrar?” ou “Será que ainda há tempo de mudar o roteiro?”

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